segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PENSANDO AS IDEIAS DE PAULO FREIRE
Adalgizio R. Viana


O autor de “Pedagogia do Oprimido” ensinou a ler o mundo, antes da leitura das palavras, no concreto, a partir de sua prática pedagógica política. Até hoje permanecem as intuições fundamentais com que Paulo Freire desenvolveu o processo de Alfabetização de Jovens e Adultos como instrumento preferencial que possibilita os momentos de transformação social.
Paulo Freire menciona que a educação não é um processo cristalizado, formalizado sem nenhuma possibilidade de reinventar jeitos para trabalhar estes fundamentos.
A educação não deve ser elitizada, onde poucos mandam e muitos obedecem, sem um espírito lutador, que cultiva um projeto de vida, onde todos possam ter vez e voz, e conquistem seus sonhos, realizem seus anseios e que os libertem das correntes opressoras que assolam a sociedade como desemprego, fome, falta de educação e outros.
O analfabetismo é uma expressão de pobreza, conseqüência de uma estrutura social injusta. Por isso é preciso perceber que a educação não muda a estrutura social, se não houver um processo de transformação contínua. É necessário partir da realidade das questões sociais que esfolam o ser humano de forma cruel, que as pessoas busquem se libertar a cada instante da vida. A idéia central de libertação de Paulo Freire começa com acesso direito de saber esquecendo os estereótipos aglomerados e concebidos pelas pessoas.
Estas idéias fora abafadas por razões ideológicas políticas não levando em consideração a necessidade de questionar com mais profundidade sobre os conteúdos da vida do educando.


O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO POPULAR

A Educação Popular está fundamentada em alguns princípios como: uma educação vinculada às camadas populares; desenvolve um trabalho em cima de situações concretas a partir da realidade vivida por pessoas inseridas nos movimentos sociais, através do processo continuado e estruturada nos quatros pilares que a sustentam são: “Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a viver juntos e aprender a ser”. Com esta estrutura, o Setor Alfabetização tem mais afinidade em relação às perspectivas de transformação social. Segundo Frei Betto, “a Educação Popular é a ginástica do espírito pedagógico. “Parou de exercitar entra no estado falência”. Percebe-se que a Educação Popular ajuda recuperar a importância para a existência das esferas sociais, por onde o movimento popular se articula. Ele situa o papel estratégico que os movimentos sociais ocupam num processo de transformação social. Os educadores populares são agentes transformadores destes desafios a partir do momento que passam a reconhecer, pesquisar, aprofundar, entender as inter-relações e as conquistas do dia-a-dia.
A perspectiva da Educação Popular está ligada a uma visão de ser humano de projeto histórico concreto. É preciso que nos situemos: para onde vamos com esta educação? Onde ela acontece? Para que ela é feita? Pois a mesma trata do conhecimento, da aprendizagem, do entendimento. Ela é o meio de acesso ao conhecimento e ocorre em todos os espaços como: movimentos de mulheres, associação de bairro, sindicatos, pastorais sociais, fóruns, conselhos paritários etc, ou seja, em situações concretas. Outro elemento que o texto recupera é a historicidade – “tempo é história”, algo tão caro a todos os que se envolvem na luta popular. Ao propor novos paradigmas para a Educação Popular, ele nos instiga a romper com concepções e percepções, verdades e práticas já cristalizadas.
Há uma tarefa fundamental na Educação Popular: criar condições para valorizar o pensamento do povo. Acolher não apenas palavra do trabalhador, mas fazer com que ele se expresse, “é ganhar a confiança”, mas fazer também uma aliança em busca de um bem comum.

MOMENTO DA INDIGNAÇÃO

A contribuição de Paulo Freire veio ajudar apontar caminhos que favoreciam as organizações sociais que surgiram na década de 60. Muito representou para o enlace do comprometimento da luta das classes sociais representadas por movimentos radicais que lutaram contra a ordem ditatorial.
Paulo Freire era um cidadão totalmente contrário ao que acontecia na época, inclusive à proposta do Governo JK que era enganadora, no sentido alienante e opressor. Então Paulo Freire colocou as mãos na massa e foi à luta pelos seus valores cristãos. Com princípios norteadores, filosóficos e programáticos dentro uma linha dialética com prática educativa por intermédio de uma proposta metodológica, de conhecer e não ensinar, e isto faz a diferença, é preciso considerar as informalidades. Isto ajusta os pensamentos de qualquer cidadão que tem afinidades e que considera seus princípios éticos, moral e social numa prática que conduz à uma educação voltada para a conscientização do meio com duas vertentes: A primeira é chamada de prática educativa que é um ato político que deve acontecer com a prática do/a cidadão/a que pensam e buscam a organização das classes que têm uma ideologia voltada para os excluídos inserida numa prática transitiva que implica alguém a executar. A segunda é que o/a educador/a são conduzidos por uma prática pedagógica permeada por um projeto que reza a situação atual da pessoa como um todo, por intermédio da alfabetização libertadora.

domingo, 31 de outubro de 2010

FALANDO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

A Orientação Educacional é o caminho, para descoberta social, política da vida educacional.